domingo, 18 de março de 2012

Coroico – Bolívia Mochileiros


De bike na Rota da Morte – Toda tragédia tem seu lado cômico!

Estávamos em La Paz, noite chuvosa e fria, em que aguardávamos ansiosos para tentar realizar a grande façanha de nossas vidas: Descer de bicicleta a “Ruta de la Muerte”... Estou falando da Carreteira 3 que liga La Paz à Trinidad, no estado de Beni, com seus seiscentos e tantos  quilômetros de estrada, que ficaram famosos devido a grande quantidade de acidentes de veículos e mortes fatais no trecho entre La Cumbre e Coroico! A composição química desta jornada é perfeita para um roteiro trágico num filme de terror: péssimos motoristas, carros velhos sem manutenção, pista molhada, neblinas, deslizamento de terra, estrada extremamente sinuosa e alta velocidade... Tudo colaborou para que ganhasse fama mundial, passou a ser chamada de “The Death Road”! Vários documentários sobre a estrada macabra foram produzidos, várias cenas chocantes no youtube podem ser vistas, e, por tantas e outras cositas que a Carreteira 3 é considerada simplesmente: A mais perigosa da América Latina! É só por isso que estávamos ansiosos naquela noite chuvosa, por coisa pouca, apenas uma voltinha de bike pela Bolívia nos aguardava...

Pela manhã fomos à procura de um local convincente, que pudesse oferecer um bom serviço para a descida, afinal íamos cruzar um trecho da ‘Death Road’, são vários os preços e serviços oferecidos pela cidade... Muitas agências e hotéis oferecem o serviço, mas acaba saindo um pouco caro, devido às comissões. Fomos direto a uma das agências principais, especializada no evento: “El Solario Turism” que fica na Calle Murillo, 776... Dentro do pacotão de serviços, você pode escolher entre os três tipos de Bike: Iron Horse Full Suspentión (440 bolivianos), Iron Horse Hardtail Yakuza (380 Bolivianos) e Iron Horse Maverick (340 bolivianos). Para cometer o suicido achamos o nome Yakuza mais sugestivo... Escolhemos a amarelinha... Nesta agência se tem a vantagem de tocar na bicicleta, sentir o monstro que será nosso companheiro de descida nas montanhas. Dentro do pacote estava incluído: Café da manhã na agência, lanchinho no meio do caminho, almoço no fim da descida, uma camiseta e um CD com as fotos e filmagem da pedalada; guias para auxílio, e, todos os equipamentos necessários para a aventura: Capacete, luvas, cotoveleiras, joelheiras, calça e camisa térmicas (Tem pra todos os tamanhos: gordos, magros, cabeçudos). A atendente da agência nos aconselhou a levar protetor solar, repelente, toalha e sabonete, um tênis e roupas a mais, pois durante a descida acabamos nos molhando. Tínhamos que estar às 7hs da manhã na agência para o café, e o retorno estaria previsto para às 20hs.

À noite foi longa, e a chuva não deu trégua, tensos fomos nos reunir na agência com os demais gringos para a aventura, cerca de umas vinte pessoas, o café foi farto, do tipo: morram de barriga cheia pelo menos. Depois do café tivemos que assinar um termo de responsabilidade, do tipo: A agência não se responsabiliza por sua insanidade de querer descer a rota da morte, assuma os ricos... Na seqüência o guia começou a entregar o capacete e as vestimentas da aventura, era quando batia a angustia, o coração acelerava, suava frio, os minutos se tornaram modorrentos, quase nenhum dos turistas falava, alguns sorriam pra disfarçar a tensão, um silêncio sufocante, queria logo subir na bike e soltar toda a adrenalina acumulada, gritar, mas não, estávamos na eternidade no tic-tac... Tínhamos que aguardar as vans chegarem!  Essa tensão durou por longa uma hora... Quando vi a magrela amarelona encima da van e aquela chuva em La Paz me deu um frio no estômago, um medoooo... Com aquele uniforme de ciclista maluco subi na van, o trajeto não foi dos mais agradáveis, ao som do have metal boliviano “Alcoholika I am Bolívia” subíamos o morro, a capital da Bolívia não acabava, subíamos, subíamos, subíamos, passamos por uma hidrelétrica e a paisagem finalmente começou a mudar, tudo branco ao redor: montanhas, nuvens! Ora geava, ora chovia, os gringos tiravam fotos da paisagem fascinante, estávamos a mais de cinco mil metros de altitude, até que chegamos num posto policial, ali ficamos cerca de meia hora, só pra aumentar a ansiedade, devia ter trazido o chocolate!

 Queria descer e seguir de bike, gritar, gritar, mas não, ainda tínhamos que cruzar as montanhas, descer La Cumbre até os 4700 e ai sim começar o Down Hill. Quando vi a descida sinuosa e as montanhas nevadas dos Andes, perdi todo medo existente, queria descer logo, pedalar e curtir o local... Cada empresa tem seu ponto estratégico para parar a van, nós paramos um pouco mais pra baixo, a 4500 metros, recebemos os informes e regras para pedalar nas montanhas e diminuir os riscos de acidente. Lá onde o ar é rarefeito fazia muito frio e foi lá que finalmente pude testar minha bike: o freio traseiro não funcionava, que maravilha! O guia me ajudou a regulá-lo! Cotoveleiras e joelheiras colocadas, tudo pronto pra começar a descida. Nessa jornada não é necessário ter um excelente condicionamento físico, são 63 km de descida constante, mas é importante ter atenção máxima, nem pensar em piscar, olhar a paisagem, ou imaginar a sogra rindo em seu velório, aqui o que manda é a habilidade, equilíbrio e a atenção e se caso você arregar, a van está sempre acompanhando os ciclistas durante o Down Hill... Nos primeiros quilômetros de la Ruta de la muerte, de asfalto, a adrenalina corre nas veias, a velocidade vária entre os 40 a 60 kms por hora, o vento cortante é de trincar, as mãos chegam a doer mesmo com as luvas, e dói muito devido as baixas temperaturas!
 A cada curva fechada, a adrenalina vai às alturas e pra trás fica o cheiro de freio queimado, e quando da pra fugir o olhar do foco, a paisagem se torna deslumbrante, as montanhas nevadas são monstros esculpidos pela natureza... Os carros passam do lado buzinando sem parar, nada de se apavorar, é neste primeiro momento que vamos conhecendo a magrela e se acostumando com ela, quando a chuva cai não enxergamos quase nada, o respingo que vem da roda dianteira cai direto nos olhos, pra dificultar a aventura é claro, mas nada mais importa, agora o jeito é prosseguir! Encima da bike, tudo passa mais rápido: a estrada, o pensamento, as horas, os kms... Rapidamente chegamos a Unduavi, nem parece que pedalamos cerca de duas horas, momento para descansar um pouco. Recebemos água, coca cola, banana, barras de chocolate e lanchinhos com patê de atum. Respirei fundo, um pouco aliviado de ter realizado a primeira etapa da aventura, temos que pagar em outro posto policial uma taxa de 25 bolivianos, todos sobem novamente na van, são oito quilômetros de subida em meio a uma neblina constante, até entrarmos na antiga estrada da morte, esta, de terra e pedra, poucos carros e uma ribanceira enorme do lado esquerdo pra fazer o mais dos valentões cagar nas calças!
De volta sobre as duas rodas, voltamos a descer, a dificuldade aumenta, toda a força do seu corpo vão para os braços devido à constante trepidação ocasionada pela estrada irregular, nas curvas tem que se tomar mais cuidado para não derrapar e ir parar no fundo do abismo, as pedras soltas são o maior perigo para se perder o controle da bike e acontecer um acidente inoportuno, então com atenção redobrada seguimos o Down Hill, a paisagem muda drasticamente, agora montanhas verdes, cachoeiras que cortam a trilha, alguns dos gringos vão escorregando e se ralando pelo caminho, as bikes não vão resistindo e abrem o bico no meio do percurso, a minha já estava quase sem freio, atravessamos dois rios durante o percurso, era no embalo que os cruzávamos, o clima foi mudando, para úmido e caliente, e, nem eu escapei de uma queda, uma pedra travou minha correia, quando estava em alta velocidade, só tive uma saída para não me estourar, saltei da bike, quando perdi o controle e a roda traseira travou... Aiiiiii! Pra descer a Death Road também é preciso ter um pouco de sorte, não sofri nenhum arranhão, levantei rapidamente, e segui, pois a uma máxima no esporte: Cair e levantar faz parte da arte de pedalar! Ainda mais pra quem aprendeu a pedalar a cerca de um ano, mas essa é outra história... Nos últimos quilômetros, agora sem pedra, com terra batida, a estrada se tornou mais plana, senti um alívio, aqui tinha mais controle da amarela, foi o momento que mais me diverti durante o Down Hill, já batia aquela sensação de dever comprido, cada ciclista fazia o percurso no seu ritmo, agora eu seguia num ritmo de satisfação, atravessava por dentro de cachoeiras que caiam literalmente dos céus, estávamos chegando aos 1700 metros de altitude, os morados do pequeno vilarejo de Coroico nos aguardava, foi uma saudação e tanto! Eu estava feliz, muito feliz por poder ter chegado até ali, sem freio traseiro, com os músculos da mão direita estourados e com uma gigantesca vontade de fazer tudo de novo! Chegando a Coroico, descobri o porquê do repelente... Pernilongos malditos parem de me picar!
Depois dessa aventura, fiz outra descoberta: que é mais perigoso andar de bicicleta em São Paulo do que na Death Road... Elementar, meu caro mochileiro errante!

terça-feira, 13 de março de 2012

Buenos Aires - Mochileiros Dicas


Ódio à Los Hermanos!

Já estava preparado para guerra: Camisa canarinha, fitinha com as escritas: “Sou brasileiro com muito orgulho!” com uma bandeirola: “Chupa Maradona!” e com a língua bem afiada, sendo que na primeira oportunidade soltaria um imponente: “Seu Maricon de mierda!” ahhh como odeio los hermanos, não queria, mas infelizmente tenho que conhecer Bueno Aires, pra falar mal dela, é claro!
Um ótimo lugar pra armar o acampamento para a guerrilha é no ChiLagarto, barato, fica entre o Centro e San Telmo, e tem dois subts pertinho. Subts é como chamam o metrô, ahh como eles são insuportáveis, que ódio... Começo minha depreciação pela tradicional região de La Boca, não deve ser grande coisa, vou preparado para contra-atacar os insultos, mas pelas ruas as senhoras sorriem dizendo boa tarde, aiii que raiva! Vou passando por casas de latão coloridas, as crianças ficam me espiando pela janela, dizendo: “olá”... De repente escuto um barulho intenso, pergunto para um taxista, que me responde: “Jogo no Labomboneira, amigo!”, corro pro estádio... É uma partida de futebol contra os Newll´s, atrasado vou subindo as escadarias, verticais e sem fim, a arquibancada também é diferente, aquilo parece mais um alçapão, o estádio está lotado e todos cantam fervorosamente o “Dali, dali Boca!” nem assistem à partida, muitos tomando Quilmes olham por céu, gritam “Amarillo, Amarillo”, cantam e não param, me abraçam, pulam, e nem vêem o gol que acontece na partida, só gritam seguindo a seqüência do eco que ressoa pela caixa de bombom, nesse momento de comemoração os Barra-Bravas me beijam, aiii que nojo! No intervalo Maradona entra em campo para uma volta olímpica, os torcedores jogam flores no gramado... Putz esqueci minha bandeira, que droga! Próximo ao estádio fica Lo Caminito, ao som de Gardel os turistas comem churrasco! Eu que vou caminhando despretensiosamente pela calhe, sou puxado por uma portenha, ao som de La Cabeça, em um compasso só dela, vou sendo jogado de um lado pro outro, que nem marionete, me puxa pro peito, me joga pro chão, se contorce de um lado, e joga pra cima de mim seu pernão, me rodopia, me deixa tonto, quase sem fôlego, quase sem La Cabeça e aos aplausos da multidão concluo minha primeira dança de tango... Melhor sair de fininho...

À noite, no centro, a casa rosada e o tribunal fazem o espetáculo das cores, na calhe Florida, centro de Compras de Buenos Aires, escuto alguma mau-criação, viva, finalmente vou triunfar nesse lugar... Pera ai... Só brasileiros pela calhe... Que invasão! Fujo pra Recoleta, no cemitério em uma singela tumba, esta Eva Perón... Putz cheio de Brasileiros aqui também! Na charmosa Porto Madeiro a Ponte das Mulheres está lotada de Brasileiros, caramba! Deixa-me pensar... O filme: um conto chinês... Vou para Bergamo, lá vou encontrar chineses... Não, centenas de brasileiros! Desisto... Esses portenhos malditos devem estar escondidos! Os brasileiros estão invadindo Buenos Aires, vem pra cá, na maioria dos casos pras baladas, ficam dias, até semanas curtindo a noite portenha, a galera vem azarar, realizar o sonho de beijar um estrangeiro, a maioria vem pra cá sem informação de nada, somente pras noitadas... No Pub Fidelis é onde a pegação acontece, todos os gringos vão pra lá, tudo começa depois das 3 da madruga, é quando a balada ferve, o famoso “toco e me voy”... É onde os portenhos gentilmente vão fazer o serviço com as brasileiras, safados... Extremamente ufanista vou ao Maluco Beleza, imagina o que toca lá... Puxa! É aqui que as portenhas vêm dançar com os brasileiros, vem com seu male-molejo, te devorando com os olhos cheios de milonga, exóticas e sensuais vão te seduzindo... Ao som de Teló vou arriscando o forró do jeito que dá, ahhhh que tentação, sereias malditas... Graças a deus é hora de partir, mas mês que vem eu ei de voltar, ficar mais uma semaninha, pra noite, pra conhecer o parque Japonês, ou das Rosas, o mercado de antiguidade de San Telmo... Não que eu tenha gostado, longe de mim... Mas sabe como é... Só pra sacanear...  Afinal somos inimigos até “Lá Muerte!”... Pelo menos é o que diz o narrador de televisão, e, ele é esperto né!

sábado, 10 de março de 2012

La paz Bolivia Mochileiros


Apressados – La Paz é pra Sentir!

Grande parte dos mochileiros brasileiros que cruzam a Bolívia à caminho de Machu Picchu fazem uma parada rápida em La Paz e logo partem para o próximo destino, ficam no máximo dois dias para se ambientar com a altitude de 4000 mil metros e acabam conhecendo pouco da capital Boliviana.

A cidade de La Paz, não é uma metrópole como estamos acostumados a ver, La Paz é diferente, mítica, muito difícil de explicar, filmar ou fotografar; La Paz é um local pra sentir... É o local de Transição, em que podemos observar a Bolívia das origens. Começamos mirar as cholas pelas ruas e os homens mascando folhas de coca, ao redor da cidade observamos as lhamas nos pastos e as montanhas nevadas do Andes. O clima começa a ser mais hostil, no mesmo dia presenciamos pela manhã um frio intenso, depois durante o dia vem a chuva com sol e no final do dia o frio chega a tona com toda força. Durante o dia a gente fica torcendo para que as nuvens saiam do cume do Illimane, com seus 6442 mil metros de altitude para o deslumbre... Devido ao ar rarefeito acabamos andando devagar pela cidade, sempre estamos exaustos, há subidas pra todos os lados, afinal a Capital esta encravada dentro de uma cratera, e na parte da favela em El Alto, a cidade se estende por dezenas de quilômetros, em que as casas de tijolo alaranjadas com ruas enlameadas e homens bêbados são marcas típicas do local. Local que recebe diariamente imigrantes de diversas partes da Bolívia, que vem tentar a sorte na capital.

Depois que os mochileiros se ambientam com a altitude, depois de tomar muito chá e de comer hamburguesa (3 bolivianos) e salsapichas (2,5 bolivianos) apimentadas nas ruas de La Paz, ter feito uma caminhada pela Plaza Murillo e ter visitado o túmulo onde está o corpo de Simon Bolívar, um dos principais “Libertadores da América”,e, depois de ter visitado a Calhe das Bruxas (Calhe Sagarnaga) com seus feitiços, corpos de Alpacas e remédios para impotência sexual misturados com suvenires incas de prata, e, por fim, ter visitado o Museu da Coca (Calhe Lineares – 10 Bolivianos) ou o Museu Tiwanaco (Calhe Tiahuanacu – 15 Bolivianos), acabam partindo para Copacabana ou Uyuni.

Alguns mochileiros menos apressados, no próprio hostel que estão hospedados (Hostel Austria 35 bolivianos – Calhe Yanacocha) agendam passeios para Chacaltaya: montanha nevada de 5000 metros, que servia antigamente como pista de esqui, mas com o degelo, agora recebe somente turistas que querem ter o primeiro contato com a neve. Outros agendam passeios para o Sítio Arqueológico de Tiwanaco, ou para o Vale da La Luna que fica no sul da cidade.


Clique para ver as fotos!!!
Em busca da foto perfeita (Andes)
Mesmo com todas essas atrações citadas, ainda há mais coisas a se conhecer em La Paz, ou melhor: sentir... Sem contar que se você tiver tempo e espírito aventureiro, poderá fazer todos os passeios oferecidos por conta e por um melhor preço. Pegando uma lotação (2 Bolivianos) no centro da cidade com destino a Mallasa, que fica ao sul de La Paz, você chega ao divertido zoológico da Capital e tem a oportunidades de ver animais típicos do país, como o famoso condor da bandeira boliviana. Você sabia que na Bolívia existe Urso? Pois bem, rsrs... Próximo do Zôo, uns dez minutos de caminhada, está o Vale de La Luna, que recebe diversas visitas devido a formação rochosa desta região dos Andes, que tem uma forma peculiar que lembra a lua. Voltando para o centro, há alguns miradores para visitar como o Kali Kali e o Laikakota, em que se pode ver a cidade lá de cima, aconselho esperar anoitecer e ver o espetáculo do acender das luzes na cidade. Na capital é possível agendar trekking para a cordilheira real, e chegar bem próximo do cume de Huayna Potosi (6088 metros), trekking daqueles tradicionais, com burricos levando as bagagens, acampando no meio da neve e coisa do tipo, em passeios que levam de dois a três dias (950 bolivianos). Voltando pra cidade, há duas feiras enormes na cidade pra conhecer e sentir, uma delas é em La Ceja, na parte alta e outra do lado do estádio Hermando Siles, onde joga o famoso time do The Strongest, conhecido como “os tigres”, lá dá pra provar uma Paceña de 1 litro (20 Bolivianos), cerveja tipicamente boliviana, que aqui quase nunca é gelada. E... Se você estiver no Domingo em La Paz, não deixe de ir ao final da tarde em La Ceja, assistir as Cholas Lutadoras! É um espetáculo muito divertido, que vale muito apena presenciar: os cholos borrachudos assistindo e comendo milho, as precárias arquibancadas lotadas de mochileiros, toda a preparação das cholas para entrar no ringue, e é claro os divertidos combates na lona, sendo realizado a mais de 4 mil metros de altitude, haja fôlego para apanhar tanto...

E para os apressados, que acham que eu já falei tudo sobre La Paz, estão completamente enganados, ainda há mais coisas pra se conhecer na Capital, mas o restante fica pra próxima, afinal esse relato são para os apressados sentirem a capital...

sábado, 3 de março de 2012

El Chalten - Mochileiros na Argentina


Onde a Patagônia é mais bonita!

Depois de umas três horas de ônibus (90 pesos) partindo de Calafate, chegamos ao pequeno vilarejo de El Chaltén, que fica encravado no meio das montanhas dos Andes Argentinos! Da estrada dava pra ver a cordilheira com seus montes nevados, e o maior deles Fitz Roy encantava... Dizia várias vezes: “Ualllllll!” O vilarejo de El Chaltén é muito pacato, com vários albergues (80 pesos) para atender os bichos-grilo que gostam de fazer trilhas, que são diversas por sinal, que permite você ficar vários dias ou semanas no vilarejo. Aqui tudo é muito simples e prático, como sempre sonhei que fosse nos parques brasileiros, mas os hermanos parecem estar mais avançados neste quesito: Não se paga nada para andar pelas diversas trilhas; não é necessário pagar guias, pois as trilhas são bem sinalizadas e cuidadas; em pontos estratégicos se pode acampar quanto tempo quiser dentro do Parque Nacional Los Glaciales; já no Brasil... A melhor época para visitar El Chaltén é no verão, pois demora muito tempo para escurecer (às 23Hs) e amanhece muito rápido (às 4Hs) o que permite percorrer trilhas longas e aproveitar por mais tempo as lindas paisagens do parque...
Lago de los tres
 Fiquei três dias no vilarejo, e digo, foi pouco... A minha estratégia de exploração foi a seguinte: Os mercados abrem por volta das 10Hs... Comprava os mantimentos necessários (frutas, bolachas, pão, condimentos) e seguia por uma das trilhas possíveis, sozinho e tranqüilo caminhando pelo vale, em todo local podia coletar água potável, nos rios, lagoas... Percorria cerca de 16 a 20 Kms por dia, distância de ida e volta, parava muito para filmar, tirar fotos, apreciar a natureza, descansar e se alimentar, e fazer o que mais gostava: sentir a autonomia, a liberdade de andar entre as Cordilheiras Andinas seguindo apenas o meu coração e no compasso do meu tempo, já à noite ainda clara, na padaria comia deliciosas empanadas de carne(4 pesos), e quando chegava no albergue desmaiava...


El Chalten - Em Busca da foto Perfeita: Entre e Veja!
 No Primeiro dia escolhi a trilha mais fácil: Ao lago Torre mais ou menos 4hs pra ir e 4hs pra voltar, em que íamos margeando o Rio Fitz Roy, com sua força fenomenal e de cor leitosa... No meio do percurso, subindo uma das montanhas do parque chega-se a um mirante onde podemos observar o Cerro Torre, que também é o local que a galera pára para fazer um lanchinho. No segundo dia escolhi a trilha mediana: Até o Lago de Los Três, que fica na base do Monte Fitz Roy, a caminhada leva mais ou menos 5hs para ir e 5hs para voltar... Pra mim é a trilha mais linda, com paisagens incríveis... Não se esqueça de levar alguma coisa para proteger as orelhas e afins, porque em algumas partes da floresta há milhares de moscas gigantes da patagônia, e, elas realmente perturbam sua caminhada, rsrs... No meio do percurso se chega ao Lago Capri, a paisagem é maravilhosa, a junção do lago e as montanhas nevadas vale várias fotos e deslumbres da imaginação... Depois de cruzar o Rio Blanco vem a parte mais difícil da trilha, uma subida íngreme de quase uma hora, e depois que você acha que terminou, está enganado, mais meia hora subindo os cascalhos para chegar ao lago azul cercado por montanhas nevadas que fica lá encima, ao chegar ao topo o horizonte surpreende, você sente que é uma pessoa especial, privilegiada por estar ali... No terceiro dia escolhi a trilha mais difícil: Pliegue Tumbado, mais ou menos 4hs só de subida íngreme, lá de cima no mirante da pra avistar todos os lugares visitados antes, um novo e entusiasmado olhar dos lugares percorridos pelo parque nos dias anteriores... E as trilhas e caminhos a percorrer não param por aqui... Mas eu tinha que seguir minha jornada, o que me dá motivos de sobra para voltar novamente onde a Patagônia é mais bonita!
Vista de Pliegue Tumbado

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Sorata Bolivia Mochileiros


Desconhecida Sorata



Muitos brasileiros que fazem a rota tradicional até Machu Picchu acabam se esquecendo de visitar a cidade de Sorata, talvez por falta de tempo, ou por desconhecimento, e, é nesses lugares que gosto de chegar, achar que fui o primeiro, mesmo isso não sendo verdade, rsrs... A jornada começa em La Paz, numa van (18 bolivianos) que sai das proximidades do cemitério, dentro da van nada de turistas, só nativos: cholas e cholos! O Percurso leva cerca de 3 horas, circundando a cordilheira real, e, de repente a estrada muda, agora de terra numa descida vertiginosa. Sinuosa e estreita a estrada margeia o abismo, rapidamente entramos num vale nublado, quase sempre esqueço que na Bolívia estou acima das nuvens, e, agora a atravessava, a decida é intensa, dos 4 mil metros chegamos drasticamente em meia hora aos 2 mil metros, e lá no meio de um buraco, entre as cordilheiras dos Andes, num local com um clima mais ameno, de paisagem verde, avistava o vilarejo, o rio lá no fundo circundava as montanhas, a estrada agora lamacenta dificultava a locomoção, tivemos que descer da van, atravessar o atoleiro a pé e subir na van do outro lado da montanha... Assim chegamos à Sorata, sujos no desconhecido... O vilarejo é semelhante a São Tomé das letras, alguns gringos, vêm pra cá curtir “paz e amor!” mais paz do que amor, rsrs... Partindo da cidade há várias trilhas lamacentas que levam a lagunas, gruta, rios, cachoeiras, picos de montanhas. A parte central da cidade é composta por casarões de 1800, numa época em que os Alemães vinham explorar as selvas latino americanas em busca de ouro, achavam que a mítica cidade de Eldorado ficava nas proximidades, se estabeleceram no local, o ouro achado na selva era vendidos em La Paz, ou se cruzava o Lago Titicaca em embarcações de totora e depois todo tesouro era levado para Europa... Depois com o inicio da guerra mundial e a escassez de ouro na relva, os alemães zarparam para Europa abandonando Sorata, deixando alguns casarões e algumas cholas com olhos verdes... Um dos casarões da família Ferrer, se transformou em hotel, quando chegamos a maioria das pousadas estavam lotadas, menos o Casarão, pensei que fosse pelo preço, mas não, os gringos não queriam ficar lá por ser assombrada... Realmente à noite o casarão é sinistro! Custava apenas 35 bolivianos a diária, o balcão da recepção era imponente, metia medo, o recepcionista era mórbido, no local silêncio absoluto, subia até o quarto por escadas e corredores escuros, a madeira rangia, tudo era muito velho e em decomposição, segundo as más línguas: um fantasma de uma criança, freqüenta o quarto 4 ao redor de um berço velho de madeira... Para iluminar o corredor uma garrafa de cerveja Judas com uma vela... O quarto era gigante, cômodas velhas, camas com cheiro de mofo, replicas de quadros renascentistas, aqueles que achamos que alguém está olhando do outro lado da parede, iluminação fraca, tetos com 5mts de altura, papel parede com pinturas intimistas e escuras... Local perfeito para ter noites de pesadelos! Afinal estava no desconhecido, no vilarejo de Sorata.

Sorata - Em busca da Foto Perfeita (Entre!)

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Tikal - dicas mochileiro

Das 27 Bandeirinhas


Mundo perdido em Tikal
Estávamos a caminho de Flores, na Guatemala... Na van eu, duas holandesas, um norte americano, um peruano e dois guatemaltecos. O Americano conversava com os nativos pedindo informações da cidade e costumes locais, as européias dormiam, o peruano tinha dezenas de bandeiras em sua mochila, uma a menos que eu, rsrs, fiquei curioso por saber suas experiências ao redor do mundo, mas logo me decepcionei, nem sempre viajar quer dizer evoluir, o peruano estava indo pra Flores, e, não tinha a menor idéia do que era Tikal! Próximos de chegar à ilha, o motorista parou o veículo, deixando entrar um vendedor de uma agência turística, acordou as alaranjadas... É daí que começa a minha estória das "27 Bandeirinhas" de quando a experiência mochileira vale para alguma coisa, o vendedor chegou com uma enxurrada de informações, valores de passeios que ele oferecia a Tikal; o peruano perguntou do preço da passagem de ônibus para Guatemala City, disse o vendedor: "36 dólares!" O peruano duvidou do preço, causando uma discussão desnecessária dentro da van, o vendedor disse: "Esse é o preço em toda ilha, se estiver duvidando vá pesquisar em outro lugar!" pela agência o valor do passeio à Tikal era de 20 dólares, com guia, e incluso: um observar dos animais pela selva que cerca Tikal pela manhã. Paramos na agência, e após toda discussão o peruano comprou a passagem para Guatemala City, para Tikal não, como não conhecia e não tinha ouvido falar do local não fazia questão de ir até lá! Foi assim minha conversa com ele sobre as bandeirinhas costuradas na mochila dele, decepcionante! Já os outros turistas compraram o pacote... Eu, os das "27 Bandeirinhas" foi o único que nada comprou, ao redor da ilha, surgi uma nova cidade, diríamos uma grande favela chamada de Santa Helena, e o motorista logo alertou: “Não saiam da Ilha, Santa Helena à noite é muito perigosa...” Atravessamos a ponte e chegamos à cidade turística colonial de Flores, uma pequena ilha charmosa e encantadora para turistas... Casa de Câmbio não havia, trocar os dólares somente no Banco, e somente dólares! Na ilha tudo muito barato, hospedagem, refeições em restaurantes, artesanato, para deixar um turista maravilhado... Hora do mochileiro das “27 bandeirinhas” agir novamente, rsrsrs, primeiro passo: procurar nas diversas agências da ilha os valores do pacote para Tikal, e da passagem de ônibus para Guatemala City... O Melhor preço encontrado foi de 10 dólares, somente o ônibus ida e volta, sem guias e sem ver os animais pela madrugues na relva, só o bate volta mesmo... Estava ótimo pra mim, o melhor preço de ônibus para Guatemala City foi de 26 dólares, perguntei: "De onde sai o bus?" "Do terminal de Santa Helena!" comecei a entender o porquê de Santa Helena ser perigosa! Encontrei o peruano novamente pela ilha, carregava a tiracolo uma prostituta toda atrapalhada e franzina... Entendi seu tipo de turismo, evidente que nunca saberia o que era Tikal, rsrs... Pedi informação num Tuc-tuc: "Quanto você cobra pra me levar até o Terminal de Santa Helena?" "Dois dólares, senhor!" "Tudo isso! Fica pra onde?" "Tem que seguir essa avenida reta! Bem lá no final dela, se caminha um bocado e Santa Helena é perigosa!" agradeci pela valiosa informação, e segui meu caminho a pé, já ia escurecendo, quando atravessava a ponte, ai que medo! Caminhei por cerca de 30 minutos, se na ilha era tudo barato, aqui do lado perigoso, tudo custava incrivelmente a metade do preço, e é aqui onde se concentrava o verdadeiro povo guatemalteco, se é que me entendem... Comi milho, carne e outras cositas em Santa Helena, os nativos me olhavam com estranheza, como que se me dissessem com os olhos: "Seu lugar é na jaula, quer dizer: na ilha!" Cheguei ao terminal e encontrei a passagem para Guatemala City por 20 Dólares... Para um estilo de viagem mochileiro, consegui realizar uma baita economia não acham? No outro dia pela manhã, segui para Tikal, quase duas horas de van, na entrada do sítio arqueólogo te dão um mapa, nem precisa dizer, que era um dos lugares mais incríveis em que já estive na minha vida, me embrenhava no meio da relva, achava os animais por conta própria cruzando as trilhas, achava as ruínas, me divertia pelos quase 20 km de trilha que circundavam o sitio arqueológico maia, enquanto os turistas estavam na Plaza Maior vendo os dois jaguares, eu os deixei por último, e, são fantásticos, muitos me perguntavam: "Qual é melhor Machu Picchu ou Tikal!" Não sei e talvez nunca saiba responder esta questão... Os dois locais são incríveis, cada qual com sua diversidade, mas se vier para Tikal não esqueça o repelente, por que os mosquitos da selva são sanguinários... O ônibus saiu às 22hs com uma hora de atraso do Terminal, viajem maluca no meio do povão, sabe que nesses ônibus precários durmo melhor que nos turísticos convencionais, pela manhã às 5 chegava em Guatemala City, e mais uma vez a viagem ia necessitar de minhas habilidades "27 bandeirinhas", na capital cada companhia parava em seu terminal, queria ir para Antigua, e, ao descer do ônibus chegaram os urubus. Taxistas querendo me levar para Antigua, ou pelo menos até o terminal, mas nada disso! Recusava e eles ficavam irritados, não admitiam o meu não... Sai daquele local, tinha que pensar rápido, avistei uma pousada, perguntei como chegar em Antigua, me disseram para pegar um táxi até o terminal arbol... Agradeci pelas informações, mas não, nada de táxi, chegando a uma avenida principal avistei um coletivo local, com uma placa enorme "Terminal Arbol!" quase pulei na frente do ônibus para ele parar, deu certo, por 2Tks o coletivo me levou onde queria, mas não era um terminal como estava acostumado, era um pontão de ônibus como o da Central do Brasil no Rio, que passavam vários coletivos, um deles escrito "Antigua!" por 9Tks em uma hora estava na tradicional cidade colonial espanhola rodeada de vulcões, mas esta é uma outra história que em breve contarei das minhas aventuras pela América do Norte...

Não é Brahma! Fiquem Atentos...


segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Nuances: Maneiras de ver o mundo...

Gostei desse vídeo pela criatividade do viajante em mostrar o mundo... E dicidi compartilhar aqui no blog...

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Dicas Belize City

E eu que pensei... Belize city

Após atravessar a fronteira mexicana de Quintana Roo estava começando a me preparar para um país luxuoso, colônia britânica sabe como é! Logo idealizava a capital de Belize asfaltada e organizada, várias garotinhas ruivas com a bochecha avermelhada, enfim um pedaço da Europa na América do Norte, mas me enganei drasticamente... Só o valor do câmbio que era altíssimo, o dólar belizenho valia muito pra pouca coisa.

Passando a fronteira à estrada era péssima, no interior de Belize, nas cidades que margeavam a estrada principal eu tinha sempre a impressão que estava passando por uma gigantesca fazenda abandonada, deixada há muito tempo pelos colonizadores, sem contar que a síndrome de Charlie Brow pairava pelo ar, nada de garotinhas ruivas, rsrs... Essa foi uma das minhas maiores surpresas: 99% do povo belizenho é negro e os outros 1% são de imigrantes mexicanos...

Cheguei a Belize City e levei um susto, um choque cultural, miséria, miséria por todos os cantos, casas velhas de madeira, e, comércios cercados por grades. Nas escadarias da avenida principal, jovens e idosos maltrapilhos sem emprego, muito deles ficavam ali observando o movimento, uma cena constrangedora pra mim... O inglês chegava aos meus ouvidos com um sotaque divertido e delicioso, as pessoas vinham e voltavam de bike pelas estreitas ruas da cidade, os rastafáris logo se aproximavam para conversar comigo, evidentemente queriam descolar um troco, eles tinham poucos dentes e fazia um bom tempo que não tomavam banho, na verdade, a cidade inteira parecia não gostar de uma ducha! Os rastas perguntavam se no meu país havia muitos negros, ou se eu tinha algum preconceito... É obvio que não, dizia, tenho grandes amigos negros, passei grandes momentos no pelourinho, ou nos pagodes em Sampa no meio de negros e sempre curti muito estar lá... O caso é que em Belize city, eu sentia certa estranheza em ver 99% da população negra, que acabava se transformando em nostalgia filosófica, estava curtindo muito estar ali, poder refletir sobre as raças, a miséria humana e sobre as colonizações britânicas ao redor do mundo, mas também sentia certa apreensão, a cidade não parecia segura, como já tenho experiência de viver em São Paulo, eu sentia um forte clima de malandragem pelas ruas da cidade, aquele monte de gente desocupada me olhando, o andar, o gingado, o sorriso, sem contar as grades em todas as vendas que não estavam ali por acaso. Era bom o Charlie Brow ficar atento, para que nada ocorra...

A cidade ainda preservava arquitetura inglesa, nas casas, nas igrejas protestantes, todas mal cuidadas não tinham lá suas belezas para mim, os turistas que aqui chegam logo partem às ilhas para mergulhos junto aos corais. Pela primeira vez vi em um quarto de hotel uma bíblia. As vendinhas, ou lanchonetes pertenciam aos imigrantes mexicanos, ou seja, comida mexicana em Belize! Bastava uma simples chuva de verão à tarde para encher de água as principais ruas da cidade, não havia saneamento básico, transporte público, nada de especial... Um país abandonado pelos seus colonizadores, meio que sugado, e deixado pra lá... Não sei muito dá história desse país, posso estar enganado, mas é o que sinto vendo a cidade em estado tão deplorável, o terminal rodoviário da principal cidade do país é qualquer coisa, usaria o adjetivo “medonho” para defini-la. E eu que pensei que a colonização britânica sempre foi primorosa, trágico engano meu... Igual aos espanhóis, portugueses...

Na hora da chuva, cai pra dentro de um Pub, parecia o bar do Moe dos Simpsons... Um senhor bem humorado chamado Parker era quem me divertia: xingando o mal tempo, cantando la cucaracha, enquanto as baratas andavam pelo balcão, a Bar-woman, pra variar uma linda mexicana, tentava matá-la com a espátula de fritar hambúrguer na chapa, ainda bem que pedi apenas uma cerveja...

Senhor Parker e la cucaracha em Pub!


De Chetumal à Belize city: De van, custa em torno de 25 a 35 dólares (passível de negociação com o motorista) 4 Hs de viagem... É a mesma van que vai até flores (Guatemala) parte do México as 7Hs.

Esgoto a céu aberto em Belize city...
De Belize City à Flores: Custa o mesmo valor da anterior, o mesmo tempo de viagem, sai por volta das 10Hs. A van para na frente do terminal donde sai as embarcações para as ilhas belizenhas.

Um lanche ou uma coca custa em torno de 1 dólar cada nas lanchonetes mexicanas, a pousada na mesma avenida do terminal, que margeia o rio, custa 25 dólares... Não há casa de câmbio (pelo menos não achei), os belizenhos aceitam o dólar como moeda de câmbio... Troquei meus dólares na própria pousada que fiquei.