quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Dicas 7 coisas pra se fazer em Buenos Aires - Mochileiro Marcelo Nogal

7 coisas imperdíveis pra se fazer em Buenos Aires - Por conta e sozinho


1 )      Bairro de Lá Boca: Caminhar pelas casas coloridas do Caminito e assistir uma Partida de Futebol no estádio Labomboneira;




2 )      Bairro da Recoleta: Visitar o cemitério de Recoleta e a tumba de Eva Peron, tomar uma Quilmes em um dos bares da Recoleta;



3 )      Bairro de San Telmo: xeretar as lojas de antiguidade, dançar tango na praça, tirar foto com a Mafalda;


4 )      Porto Madeiro: Ver a ponte das mulheres, ver o anoitecer tomando um vinho Malbec em um dos bares ou restaurantes das docas;


5 )      Região Central: Tirar fotos com a casa Rosada, tomar café em uma das charmosas cafeterias da Av de Maio, ver o obelisco, atravessar a Av.9 de Júlio (A mais larga do Mundo) e ir até o Tribunal e a noite ir em Alguma das Baladas Portenhas;



6 )      Bairro Palermo: Ir ao Zoológico e relaxar no Parque Japonês;




7 )      Tigres: Conhecer a Estação Retiro e pegar um trem até o subúrbio portenho e conhecer Tigres e passear de barco pelo Rio Tigres.






RELATO DE VIAGEM                                                           

BUENOS AIRES
ÓDIO À LOS HERMANOS!

Já estava preparado para uma guerra: Camisa canarinha, fitinha com as escritas: ‘Sou brasileiro com muito orgulho!’ com uma bandeirola: ‘Chupa Maradona!’ e com a língua bem afiada, sendo que na primeira oportunidade soltaria um imponente: ‘Seu Maricon de mierda!’ ahhh como odeio los hermanos, não queria, mas infelizmente tenho que conhecer Bueno Aires, pra falar mal dela e dos portenhos, é claro!

Um ótimo lugar pra armar o acampamento para a guerrilha é no ChiLagarto, barato, fica entre o Centro e San Telmo é perto de um Subts. Subts é como chamam o metrô por aqui, ahh como esses portenhos são insuportáveis, que ódio! Começo minha depreciação pela tradicional região de La Boca, não deve ser grande coisa, vou preparado para contra-atacar os insultos, mas pelas ruas as senhoras com roupas floridas sorriem dizendo: “Buenas tardes, chico!”, aiii que raiva! Vou passando pelas casas de latão, todas coloridas, as crianças ficam me espiando pela janela, dizendo: “olá”... De repente escuto um barulho intenso, pergunto para um taxista, aqueles bem tradicionais com faixas em amarelo e preto: “Que passa?” prontamente me responde: “Jogo no Labomboneira, amigo!”, corro pro estádio... É uma partida de futebol, Boca contra o Newll´s, atrasado vou subindo as escadarias, verticais e sem fim, a arquibancada também é diferente, aquilo parece mais um alçapão, uma caixa de bombom! O estádio está lotado e todos cantam fervorosamente o “Dali, dali Boca!” nem assistem à partida, muitos tomando Quilmes olham por céu, gritam “Amarillo, Amarillo”, cantam e não param, me abraçam, pulam, e nem veem o gol de Palermo que acontece na partida, só gritam! Uma sequência de ecos que ressoam pelo estádio, nesse momento de comemoração os Barra-Bravas me beijam, aiii que nojo! No intervalo Maradona entra em campo para uma volta olímpica, os torcedores jogam flores no gramado... Nesse momento aproveito para expor minha Bandeirola: “Chupa Maradona!” Os torcedores portenhos amaravilhados com meu ato, me abraçam mais ainda, acham que estou brincando, isso pode Arnaldo?!!! Próximo ao estádio fica Lo Caminito, ao som de Gardel os turistas comem churrasco! Euzinho, que vou caminhando despretensiosamente pela calhe, sou puxado por uma portenha, ao som de La Cabeça, em um compasso só dela, vou sendo jogado de um lado pro outro, que nem marionete, me puxa pro peito, me joga pro chão, se contorce de um lado, e joga pra cima de mim seu pernão, me rodopia, me deixa tonto, quase sem fôlego, quase sem La Cabeça e aos aplausos da multidão concluo minha primeira dança de tango... Melhor sair de fininho...

Já à noite, no centro, a casa rosada e o tribunal fazem o espetáculo das cores, vou caminhando até o Obelisco... Nossa que avenida larga! Pra que tudo isso, só pra dizerem q tem a avenida mais larga do mundo, grande coisa! Na calhe Florida, centro de Compras de Buenos Aires, escuto alguma malcriação, viva, finalmente vou triunfar nesse lugar... Pera ai... Só brasileiros pela calhe... Que invasão é essa! Todos reclamando que foram enganados na casa de câmbios ao trocar reais por pesos... Fujo pra Recoleta, no cemitério em uma singela tumba, está Eva Perón, alguns gatos e uma flor... Putz cheio de Brasileiros aqui também! Na charmosa Porto Madeiro e na Ponte das Mulheres também está lotada de Brasileiros, caramba como vou provar um Malbec e reclamar do gosto em paz! Tenho que pensar, no que fazer... Já sei: O filme um conto chinês... Vou para Bergamo, lá vou encontrar chineses... Não, centenas de brasileiros! Desisto... Esses portenhos malditos devem estar escondidos! Os brasileiros estão invadindo Buenos Aires, vem pra cá, na maioria das vezes pras baladas, ficam dias, até semanas curtindo a noite portenha, a galera vem azarar, realizar o sonho de beijar um gringo, a maioria vem pra cá sem informação de nada, somente pras noitadas... No Pub Fidelis é onde a pegação acontece, todos os gringos vão pra lá, tudo começa depois das três da madruga, é quando a balada ferve, o famoso: “toco e me voy” É onde os portenhos gentilmente vão fazer o serviço com as brasileiras, safados! Extremamente ufanista, euzinho, vou ao Maluco Beleza, imagina o que toca lá... Puxa e nem precisei perdi pra tocar Raul! É aqui que as portenhas vêm dançar com os brasileiros, vem com seu male-molejo, te devorando com os olhos cheios de milonga, exóticas e sensuais vão te seduzindo... Ao som de Teló vou arriscando o forró do jeito que dá, ahhhh que tentação, sereias malditas...


Graças a deus é hora de partir, mas mês que vem eu ei de voltar, ficar mais uma semaninha, pra noite, pra conhecer o parque Japonês, ou o das Rosas, o mercado de antiguidade de San Telmo, tirar uma foto com a Mafalda... Não que eu tenha gostado, longe de mim... Mas sabe como é... Só pra sacanear...  Afinal somos inimigos até “Lá Muerte!”... Pelo menos é o que diz o narrador de televisão... Isso pode Arnaldo?
Marcelo Nogal