quarta-feira, 10 de abril de 2019

Delhi - Dicas de viagem (Mochileiro Raiz)

SUFOCADO EM PAHARGANJ

"Neste relato o viajante fala de suas primeiras impressões sobre a Índia ao chegar em Delhi e visitar suas atrações turísticas  como Qutub Minar, Jama Majid e o Templo de Humaiun"

O MOCHILEIRO NA INDIA - DELHI 



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Sabe "sentir-se" sufocado é a minha  primeira impressão sobre a Índia, do desespero, quase loucura, de estar aqui. Com o passar do dia tudo fica mais calmo e divertido. 

Jama Majid é impressionante! Caminhar descalço pelo templo sagrado muçulmano vendo os pombos sobrevoando o minarete foi incrível, mas para chegar lá, foi emocionante, diria que fiquei em transe dentro do Tuc-Tuc, barulho de buzinas, pedintes me cutucando nos faróis, muita, mas muita gente caminhando pelo Paharganj, vários aromas testando meu olfato: urina, curry, poluição, incenso... O motorista falando o inglês arrastado, com pé cruzado e três imagens sagradas coladas no painel do tuc-tuc: Hanumam, Shiva e Ganesh, mas antes de tudo isso, uma incrível negociação de 200 rúpias para 80 rúpias para fazer o trajeto.

Na rua somos estrelas de tupiniquimwood... Não temos paz pelas ruas: “Quer ir ao shopping, Sir?”, “Kamasutra book, Sir...” Falei não umas cem vezes... As mulheres indianas desenhavam nas entradas das casas, no Complexo de Qutub Minar também é de pasmar: o minarete, o iron pilar, as colunas, o fort...

O contraste de Paharganj, a paz e as várias ruínas da Cidade Antiga dos idos de 1300 são de animar nessa trip... Bem como o tempo é curto, mais oportunamente falo da compreensão da americanização em Delhi e as revoltas dos extremistas, como também dos gostos e aromas daqui, como também da influência britânica na região "Parlamentar"... Ufa, estou me sentindo um Tuc-Tuc buzinando: Tem corvo cantando, limpador de ouvido, ônibus, crianças sujas, templos, motorista que Tuc-Tuc que não sabe o caminho, lassi, neblina, caixão em frente das casas, e muita gente chamada Raj! Inté...

SUFOCADO (crônica) 

Sabe, a Índia por ser o que é (exótica, exuberante, esdrúxula, única!), sempre traz preocupação e ansiedade ao turista, que nela quer chegar... Ir para Índia é diferente, principalmente pelos mitos que a cercam. Então de antemão digo: “Entrar na Índia é a parte mais difícil da viagem!” e não importa por onde: Delhi ou Mumbai (que são as duas principais portas de entrada dos brasileiros) a chegada é osso, e, ainda vou mais além, chegando a Delhi vá direto para o Paharganj (bairro na Old Delhi), você inicia sua trip no Inferno e tenta chegar ao Paraíso (Divina Comédia, rsrs) Se sobreviver ao Paharganj, o restante vai ser moleza...

O caos fica lá, e junto ao maravilhoso Red Fort, está a inesquecível mesquita de Jama Majid e a mais louca estação de Trem: Old Delhi! As Pousadas mais baratas ficam por lá, o fedo, o barulho do transito e muita, mais muita gente mesmo, também estão lá...
Para mim, forasteiro tupiniquim, que vive em grandes metrópoles e está acostumado com a mídia apregoando a violência urbana, quando chego a Paharganj entramos em colapso, achando que a qualquer momento você será furtado, e não é para menos, você vê muitos maltrapilhos te encarando, mendigos de verdade pedindo esmola a todo instante, você é exprimido no meio da multidão, entre carros, vacas, elefantes e Tuc-Tuc num transito desordenado... Em que na rua principal que dá acesso ao Jama Majid há uma mistura de banheiro e lanchonete a céu aberto, cuidado aonde vai colocar o pé hein! E a boca também rsrs...

Então imaginem os aromas e cheiros que nos permeiam: dá vontade de vomitar, tapar o ouvido, gritar, chorar, simplesmente tentar respirar... O primeiro impacto é terrível, mas acredite, a índia não é só isso e você acaba se acostumando ao caos, e descobrindo que o país não é violento, muito menos há roubos, ou qualquer tipo de abuso a integridade física do turista...

Delhi também é o melhor lugar, para começar a entender os valores reais das coisas, utilizando a moeda indiana (rúpias) e naturalmente indiano adora triplicar os valores dos serviços ou produtos oferecidos, que mesmo para nós brasileiros, o valor triplicado ainda é barato, ai fica a opção: levar chapéu ou tentar negociar o melhor preço (o valor real é quase impossível saber), no começo é divertido, mas depois se torna cansativo negociar toda hora...
O primeiro preju foi para pegar o táxi do Aeroporto até o “Parlamento”. E como disse antes, chegar é a pior parte! Na maioria das vezes os vôos internacionais só chegam à noite... O táxi é clandestino, você tenta negociar o valor, mas é tudo novo, não se tem a noção dos valores, pra piorar, à noite a neblina encobre a cidade, não se vê nada, na cabeça, a mentalidade da violenta São Paulo, o motorista com seu sotaque inglês, que se torna incompreensível por não estarmos acostumados (e amedrontados, rsrs), e o albergue não chega, a tensão aumenta, você começa a imaginar que tudo está acabado, que se for roubado... Oh desespero!

E vale a pena lembrar, que dês da saída de São Paulo, você viaja cerca de 24 horas de avião... Ansioso, preocupado e depois de tudo isso, se vê numa roubada, em um táxi clandestino, em terras estranhas, que a princípio parece ser terra de ninguém, mas como sempre, estava enganado...

Finalmente as duas da madruga, chegamos tanto fisicamente como mentalmente esgotados no Albergue, o único prejuízo, como sempre, foi a tarifa do táxi: 650 rúpias, como não tinha trocado... Os indianos sempre dizem que não tem troco, ficou por 700... Vivendo e aprendendo (O táxi custa no máximo 400)... Mais um adendo: cambiar moeda no aeroporto é sempre preju, só a taxa cobrada já é uma facada... Vivendo e aprendendo II...

Depois do primeiro susto traumático, fica difícil de dormir e às três da manhã dá aquela ansiedade de sair pelas ruas da cidade e junto vem a preocupação: o que virá pela frente...Veio o Paharganj!!

Em Delhi, tudo é muito longe, não adianta andar a pé e se o fizer vão te infernizar a vida, vão te seguir a cidade toda, dizendo: “Venha no meu tuc-tuc, faço o melhor preço da cidade!” e como diria Virgílio, rsrs: “Na cidade de Delhi há muito que se ver!” No mínimo três dias, dá pra se fazer uma rápida visita pelo inferno. E por incrível que pareça, há outros bairros completamente diferentes do Paharganj.

Ao visitar a tumba de Humayum ou o complexo de Qutub Minar encontrará a paz, o paraíso escondido, rsrs, na verdade, esses lugares turísticos são de difícil acesso aos indianos comuns, é a partir daí que você começa a descobrir onde pode relaxar finalmente no meio do caos...
Marcelo Nogal

domingo, 7 de abril de 2019

Trilha No Monte Roraima - relato de viagem mochileiro raiz

MONTE RORAIMA 

"Neste relato o Viajante Marcelo Nogal, da dicas sobre as trilhas para subir ao cume do Monte Roraima na Venezuela e chegar à yacuzzi!"  

Um mar de cinzas 

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Guias e porteadores contratados na cidade de Huaren, tudo ridiculamente barato para os padrões brasileiros! Marcos seria nosso poeta, que nos conduziria por entre as savanas e vales montanhosos da Venezuela, acertamos com ele uma jornada mais ousada, queríamos fazer o percurso de três dias em apenas dois até o cume do Tepui e fazer em mais dois dias o que fazem em três lá arriba!

Para se chegar até o vilarejo onde se inicia a trilha, somente com um carro 4x4. Enquanto os porteadores arrumavam as mochilas que iriam carregar, fazíamos um lanche antes de começar a caminhada, e, não foi um lanche nada convencional... Pão com formiga apimentada! Quando mastigava o pão sentia as bundinhas das formigas estralar entre os dentes e na sequência a ardência invadia a boca e a garganta adentro! Queroooo águaaaa...
Na primeira parte da trilha caminhávamos pelo planalto da savana, por um caminho fácil com algumas elevações. Ao fundo no horizonte distante os tepuis imponentes ganhavam destaque se alevantando até as nuvens, um deles era o nosso destino “Monte Roraima”! Olhando a distância parecia impossível subir aquele paredão vertical de dois mil metros de altura! Assim foi nosso primeiro dia de caminhada, admirando o Monte Roraima em seus nuances: com nuvens, com céu azulado, com o paredão mudando de cor de acordo com o giro do sol...
Atravessamos um rio e chegamos à área de acampamento, no final da tarde, foi o momento que conhecemos em todo seu furor os famosos “puripuri”, eram milhares e milhares de pequenos mosquitos tentando nos devorar... Passávamos repelentes, mas aqui pareciam ser inúteis contra esses insetos... A única saída era improvisar uma burca, para fugir das picadas fatais dos puripuris! Os nativos do vale eram imunes aos insetos, pois ao comer as formigas, seus corpos produziam repelentes naturais aos mosquitos! As formigas que comi ainda não tinham produzido o efeito esperado, levava tempo para o processo... Os malditos sedentos por sangue furavam até meu zoio!!
A alimentação era sempre farta e deliciosa produzida pelos porteadores cozinheiros: Chá, panquecas de queijo, frutas... Depois do café seguimos nossa jornada, hoje faríamos em um dia o que geralmente é programado para dois: Na primeira parte cruzamos um vale muito bonito, era a transição da natureza da savana para a região montanhosa, então a paisagem tornou-se muito diversificada, até que chegamos sem muito esforço até o paredão vertical, foi quando pude tocar pela primeira vez no tepui, e, sentir a energia de um dos locais mais antigos do mundo, ainda com reminiscências da Pangeia!
Paramos para o almoço antes de começar a subida de mil metros até o cume, uma salada de repolho e atum, arroz, frango e pão com formiga culona... Durante o percurso cruzávamos com alguns rios, alguns com água potável, outros não, devido a um grande teor de ferro misturado com o H2O... Começamos a subir o paredão, era íngreme, mas não era de difícil escalada, só a primeira parte que se deve tomar mais cuidado, por ser lamacento, e, com poucos lugares apara se apoiar, mas logo a subida se transforma numa mata fechada, linda floresta de diversos tons de verdes cercado de emaranhados de árvores... Até que a trilha nos conduz para o primeiro momento mágico da viagem, saímos da mata fechada e nos deparamos com as cachoeiras que formam os olhos que choram do tepui, as lágrimas voam do cume! Atravessamos aquela breve chuva encantados com a paisagem que se forma... Momento esse de parar e se deslumbrar com o vale! Com o paredão, a cachoeira, talvez algum arco íris a se formar e a savana lá embaixo pintando o horizonte com um mar verde.
No final da tarde chegamos ao cume! Parece outro mundo, talvez um pedaço da Lua que caiu do céu, vemos um vasto planalto de pedras acinzentadas, os puripuri não chegam até aqui, o clima se torna mais frio e úmido, no lugar dos mosquitos estão centenas de sapinhos pretos, minúsculos, geralmente dentro de uma poça d´agua, naquele sistema hostil as pedras vão ganhando diversas formas: de tartaruga, jacaré, cabeça de macaco, de Deuses, ou o que sua mente possa idealizar... Até que chegamos a uma caverna, onde montamos nosso acampamento!
O terceiro dia foi dedicado a explorar o cume do Monte Roraima, caminhar pelas pedras não era um processo fácil, a chuva constante formava charcos entre as rochas, tínhamos que ir pulando de pedra em pedra, o tempo era inconstante lá encima, ora chovia, ora ventava, ora uma neblina cobria o vale, ora o arco íris se exibia! Tudo que ganha forma além das pedras é minúsculos: a vegetação, diversas formas de plantas carnívoras, pequenas frutinhas alaranjadas... A trilha era uma mancha branca no chão...
Chegamos ao vale dos diamantes, com uma enorme quantidade de quartzo pelo chão, ainda presos nas pedras, levar algum daqueles cristais é proibido, quando voltamos ao vilarejo onde se inicia a trilha todos são revistados e a multa é pesada, melhor só observa-los ali postos na natureza, mais adiante chegamos à pedra que marca a tríplice fronteira sobre o Tepui: Guiana, Brasil e Venezuela! A caminhada continua e a nossa frente sempre uma nova surpresa, agora um poço dourado surge do nada no meio daquelas rochas sem cores, ele é lindo! Por outra trilha de difícil grau de escalada descemos até a caverna de águas douradas, chegamos no fundo do poço dourado, águas escorrem pelas paredes da caverna, brilham com o reflexo do dia, dando uma beleza ao local! Depois de tantas paisagens deslumbrantes, chega à noite e junto vem o frio intenso, e para conseguir ver o espetáculo das estrelas vagando pelo céu só tomando um run venezuelano...
No último dia antes da descida, desbravamos outras regiões do vale, vamos até as belas yacuzzes de águas congelantes, mas de cenário estonteante! Depois chegamos a um vale com sua formação rochosa singular, margeado por um rio esverdeado, que forma pequenas lagoas, chamado de vale do amor, para os apaixonados fazerem seus pedidos... No final desta jornada, chegamos a janela dos sonhos, mais uma paisagem incrível de tirar o fôlego, onde podemos nos sentir no topo do mundo, de lá avistamos todo o vale, e o paredão do Monte Roraima fazendo suas curvas... É um dos mirantes mais belos que vejo em minha vida! Que poderia escolher como momento máximo desta jornada pela Venezuela!

Mas antes de descer o tepui ainda dá tempo de ir a outro mirante, subir o Maverick, já dá até pra imaginar como é o formato dessa montanha sobre o tapume né? Rsrs! Poucos são os mochileiros que o sobem, e daqui outra vista magnifica, mas essa de todo o cume do monte Roraima e seu relevo lunar, Maverick é uma das partes mais altas do Tepui, de lá fico com a última lembrança do Roraima, o mar cinzento de pedras...
Hora de voltar, mas antes de encerrar está crônica de viagem,tenho que deixar uma adendo, aos heróis dessa jornada... Os porteadores! Humildes venezuelanos que andam pra cima e pra baixo desse tepui carregando nas costas mais de 20 quilos! Geralmente ganham uma miséria das agências de turismo local, tem uma vida profissional e de saúde curta, boa parte estão com os joelhos estourados com os pesos que carregam... Desta forma a negociação sem o intermédio das agências foi gratificante, fazendo com que eles ganhem um pouco mais com os serviços prestados... E ao descer o Tepui, temos uma triste recordação, os puripuris estão de volta pra animar a expedição! Um mar negro nos suga...

domingo, 2 de setembro de 2018

Cairo - relato de viagem (mochileiro raiz)

EGITO

"Neste relato o viajante fala sobre sua jornada até as pirâmides de Gize e a travessia pelo bairro muçulmano para chegar aos Palácios Saladinos e dá dicas sobre como viajar pelo Egito!"

 (CAIRO - NEGOCIANDO SONHOS)

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No aeroporto de Cairo tudo ocorreu muito bem, paguei os 15 dólares e colaram o visto no meu passaporte, tudo muito rápido e sem complicações... Quer dizer, até sair do aeroporto, logo quando pisei em solos egípcios percebi que teria que ter uma ‘paciência de Jó’! No Egito tudo é super barato, isso quer dizer: extremamente barato! Então eles vão lhe oferecer serviços, passeios turístico, hotéis, roupas, frutas a todo instante! Os preços oferecidos vão estar inflacionados, e, mesmo assim você vai achar barato! Se você não se importar com os valores, você vai ter uma vida tranquila... Os europeus não se importam, os americanos não se importam... Mas ‘euzinho’ quero pagar o preço justo, o verdadeiro... Então tenho que perder tempo sempre negociando! E como faço uma viagem independente: sem guias, sem pacotões, sem frescuras, sou perturbado constantemente para forçadamente aceitar os serviços que todos os turistas compram, menos euzinho, rs... Esse é o preço que se paga no Egito pela Liberdade! A falta dela... No aeroporto depois de uma intensa negociação de meia hora consegui um hotel no centro do Cairo por 20 dólares (a Diária) por três noites com café da manhã incluso e um táxi para realizar o transfer até o hotel.
Até de madrugada o trânsito era infernal pelas ruas da capital... O Hotel ainda tem a arquitetura da década de 50, espelhos na parede, carpete em veludado e vermelho, reprodução das pinturas dos deuses egípcios no elevador. Meu quarto parecia um daqueles cabarés antigos, que nunca fui... Uma lâmpada fraca e vermelha, uma cama enorme, carpete velho e queimado por cinzas de cigarro e um grande espelho desbotado na frente da cama... No último andar do hotel tem um mirante extraordinário da cidade do Cairo, de lá vi um pouco distante, sobre um monte todo iluminado, a mesquita da antiga cidadela de Saladino... Logo pensei... “Vou chegar até lá caminhando daqui alguns dias!”
O café da manhã foi meio estranho: ovo cozido, chá, uns bolinhos adocicados... E muita gente tentando me oferecer pacotes turísticos para as pirâmides de Gize... O Egito vivia uma turbulência política. Muitos conflitos, muitas bombas, ataques suicidas e certa intolerância com os gringos! Em 2013 houve um golpe militar, em que o então presidente Mohamed Mursi, foi deposto do poder, assumindo assim o governo Al-Sisi, mas o povo clamava por novas eleições diretas. Toda essa turbulência política afetava o turismo, muitos tinham medo de visitar o Egito naquele momento, então os locais turísticos ficavam um tanto quanto vazios... Eu não queria ser um alvo fácil, um bode expiatório no meio dessa guerra, então coloquei a roupa mais discreta possível para andar pelas ruas de Cairo e passar por desapercebido... E como estava sozinho, me sentia um tanto quanto coagido para tirar fotos da cidade, por onde andasse parar retratar o que estava vendo... Tirar a câmera num país com tensões política por causa da ditadura não era uma boa idéia... Estava com medo, mas tentava andar com naturalidade pela cidade... Quando sai da “jaula turística” comecei a me divertir um pouco com Cairo, ninguém falava inglês, tudo era escrito em Árabe! Tinha que decorar os números em árabe para não ser enganado ao comprar algo... Tive uma idéia... Ler as placas dos carros, até decorar os números... rsrs! As mulheres andavam pelas ruas do Cairo com os cabelos cobertos e com roupas escuras, mas as damas que estavam dentro do carro eram diferentes: com batom vermelho, maquiagem, sobrancelhas definidas, um pouco dos cabelos a mostra... Elas sorriam quando me viam, me mandavam beijos... Diziam: “Salamaleico!” a barba não escondia minha origem latino-americana! Era moda entre as egípcias de poder aquisitivo maior fazer cirurgia plástica para diminuir o tamanho do nariz, enquanto aqui no Brasil se aumenta bunda e peito... Em cada parte do mundo as mulheres querem embelezar a parte do corpo que estão à amostra...

quinta-feira, 2 de novembro de 2017

Dicas 7 coisas pra se fazer em Buenos Aires - Mochileiro Marcelo Nogal

7 coisas imperdíveis pra se fazer em Buenos Aires - Por conta e sozinho


     1 )      Bairro de Lá Boca: Caminhar pelas casas coloridas do Caminito e assistir uma Partida de Futebol no estádio Labomboneira;





     2 )      Bairro da Recoleta: Visitar o cemitério de Recoleta e a tumba de Eva Peron, tomar uma Quilmes em um dos bares da Recoleta;


   
    3 )      Bairro de San Telmo: xeretar as lojas de antiguidade, dançar tango na praça, tirar foto com a Mafalda;


     4 )      Porto Madeiro: Ver a ponte das mulheres, ver o anoitecer tomando um vinho Malbec em um dos bares ou restaurantes das docas;


     5 )      Região Central: Tirar fotos com a casa Rosada, tomar café em uma das charmosas cafeterias da Av de Maio, ver o obelisco, atravessar a Av.9 de Júlio (A mais larga do Mundo) e ir até o Tribunal e a noite ir em Alguma das Baladas Portenhas;

  

      6 )      Bairro Palermo: Ir ao Zoológico e relaxar no Parque Japonês;



  
     7 )      Tigres: Conhecer a Estação Retiro e pegar um trem até o subúrbio portenho e conhecer Tigres e passear de barco pelo Rio Tigres.







sábado, 1 de dezembro de 2012

Mostar - Relato de Viagem (mochileiro raiz);

MOSTAR


"Neste relato, o viajante fala sobre a guerra que separou a Iugoslávia, destruindo uma ponte de Mostar na Bósnia, que se transformaria no simbolo de independência"


DO PAÍS QUE SOBREVIVER É UMA DADIVA!


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Quando se atravessa a fronteira da Croácia com a da Bósnia, rapidamente se percebe nitidamente o contraste financeiro entre os países. A bandeira do país recém-nascido é linda! A Bósnia tem apenas vinte anos de existência... O ônibus durante o percurso praticamente margeia o rio Neretva de ponta a ponta. A paisagem dos Bálcãs é deslumbrante, as montanhas, a flora o rio verde esmeralda...
Mas quando atravessamos uma cidade, tudo muda, ainda parece que estamos vivendo em tempos de guerra, os prédios de cinco andares tem as paredes perfuradas de bala, no primeiro andar ficam as lojas, que parecem fantasmas, e algumas pessoas um tanto quanto estranhas, com comportamentos um tanto quanto suspeitos ficam observando o ônibus atravessar a cidade, até que o ônibus para em um aterro cercado por uma mata fechada, lá tem alguns carros velhos da década de oitenta estacionados. A situação chega a dar medo, mas os nativos da Bósnia veem aquela situação como normal...
Alguns passageiros, estranhos, sobem ao ônibus e depois de alguns minutos seguimos viagem à Mostar... Um dos passageiros sentou-se do meu lado, escutava uma versão moderna e local de “Eye of the tiger” de Surviver...  Cantava emocionado a música.  Achava aquele comportamento estranho, mas enfim o mundo é estranho...

quarta-feira, 28 de novembro de 2012

Veneza - Relato de Viagem (mochileiro Raiz);

VENEZA

"Neste relato o viajante fala sobre o romantismo pelos canais da cidade de Veneza na Itália, da dicas de viagem sobre Rialto e praça São Marcos!" 

UM PARADOXO DE CIDADE!


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 Estava em Mestre, prestes a embarcar no trem que me levaria à cidade mais glamorosa do mundo! Meu único delírio era: Veneza! Pensava na cidade mais romântica do mundo...
Um dos berços da humanidade capitalista, elo entre o mundo ocidental e o mundo oriental, cidade em que nasceu, no século XIII, meu ídolo “Marco Polo” um dos grandes mochileiros da Idade das Trevas, mas ao desembarcar o devaneio estava prestes a acabar, o choque com a realidade me levaria a outras divagações...
            Antes digo, que a forma mais barata de se chegar à Veneza é indo de ônibus até Mestre e de lá pegar o trem até a cidade glamorosa (Tem trens a cada meia hora). Não fique perdendo tempo na fila, se compra a passagem nas barracas de jornal da estação. Reserve os albergues com antecedência, ou fique em Mestre.
            Quando se chega a Veneza, descobrimos o obvio: a cidade está entupida de gente, parece quase impossível detectar um nativo veneziano. As pontes lembram formigueiros, pois estão entupidas de turistas. Há congestionamento de gôndolas nos canais, e, no Rialto tem que disputar espaço pra tirar aquela foto tradicional de Veneza.
Tem que se ter muita paciência mesmo, com as enormes filas, pra guardar a bagagem, nos restaurantes, pra comprar a passagem de trem... Tudo é extremamente caro, algo que parece óbvio. Mas afirmo, que nem a multidão, nem o calor conseguem tirar toda a beleza exótica de Veneza, mas começo a filosofar sobre seu Glamour, seu lado romântico, tão comuns na literatura e nos filmes hollywoodianos...

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Barcelona - Relato de Viagem (mochileiro Raiz);

BARCELONA


"Neste relato o viajante fala de suas aventuras pela Catalunha na Espanha, da dicas do que conhece em Barcelona, desde as obras de Gaudi até os bares de Rabla e Barceloneta!"


DIAS NA RUA


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O recepcionista disse: "Não ha mais vagas!" "Mas eu reservei!" "Foi para o dia 28, sinto muito!" O atraso do vôo da BRA me ferrou, voltei para a rodoviária de Barcelona e com os poucos Euros que ainda tinha, guardei a bagagem e segui a pé rumo a Sagrada Família, as bolhas no pé não doíam mais, me acostumei a elas, meia hora de caminhada e... Êxtase total ao ver a imponente construção de Gaudí!

sábado, 24 de novembro de 2012

Uyuni - Relato de Viagem (mochileiro Raiz)

UYUNI

"O viajante relata sua experiencia em atravessar a cordilheira dos Andes pelo Salar de Uyuni na Bolívia até o Atacama de jeep passando pelo vale Dali" 

DAS CORDILHEIRAS


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Na cidade de Uyuni você só tem uma coisa pra fazer, ir até a pracinha central comer uma hamburguesa, tomar uma breja, conhecer outros mochileiros e aguardar o passeio de jipe. São muitas as opções, mas as mais procuradas são duas: A primeira é a de um dia visitando o Salar, ou a segunda opção: três dias indo até a Laguna... Escolhi a segunda, mas optando por ficar na fronteira com o Chile e seguir em um ônibus até San Pedro do Atacama...
Há uma possibilidade de cruzar os Andes de trem até Calama, mas as saídas são escassas e se perde muito tempo nesse projeto de viagem.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Potosi - Relato de Viagem do Nogal (mochileiro Raiz)

POTOSI

"ESTE RELATO O FORASTEIRO DESCREVE A SENSAÇÃO DO EFEITO DO SOROCHE NAS ALTURAS ANDINAS!"

EU QUERO AR

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Potosi é uma das cidades mais altas da Bolívia, está acima dos 4 mil metros, aja fôlego, o centro da cidade na parte mais alta é revestida com uma arquitetura espanhola da era da colonização, nesta parte da cidade ficam os restaurantes, o museu de La Moneda que é um dos mais interessantes da Bolívia, e um pub, que acredito ser o que se encontra no local mais alto da América Latina, isso merecia una Breja, a local, que é de um litro tomada na temperatura ambiente, quase sempre abaixo de 5 graus, a rodoviária fica na parte baixa, onde também se concentram as pousadinhas mais baratas: sobe, desce, sobe, desce...

Puerto Quijarro - Relato Bolívia do Nogal (mochileiro Raiz)

PUERTO QUIJARRO

"RELATO DO FORASTEIRO DAS AVENTURAS VIVIDAS NO TREM MAIS LENDÁRIO DA AMÉRICA LATINA!"

"TREM DE LA MUERTE"

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Do outro lado da fronteira, taxistas nos esperavam para nos levar até o centro de Quijarro, fui na caminhada, uns 40 minutos até a estação, com a invasão brasileira de viajantes pela Bolívia, a taxa do câmbio tornou-se alta e é igual em qualquer lugar, em Quijarro tínhamos duas possibilidades de seguir para Santa Cruz: a primeira pelo trem de La Muerte, ultimamente não se consegue passagem para o mesmo dia. A segunda de Ônibus que saem de um galpão que eles chamam de rodoviária, é a opção mais barata, tem ônibus a cada duas horas, mas é mais hardcore, se é que me entendem... Estrada de terra, motorista bêbado, ônibus precários... Vale a aventura...

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

San Pedro Atacama - Relato de Viagem do Nogal (mochileiro Raiz)

SAN PEDRO ATACAMA

"Neste relato o forasteiro fala de suas aventuras pelo deserto mais árido do mundo!"

TÁ CARO!

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Após atravessar a fronteira, que diferença do Chile para Bolívia, o ônibus, o asfalto impecável! O Motorista bem humorado, Sr. Wilson, agora víamos o Licancabur do outro lado, que também era belíssimo! É por essas bandas que finalmente vi aquela imagem clássica das cordilheiras (cadeia de montanhas enfileiradas cobertas de neve) e ao redor, só o deserto do Atacama, e lá embaixo fica a cidadezinha de San Pedro.
Ao chegar à cidade saímos há procura de uma pousada... Daí a grande descoberta: Em San Pedro tudo era muito caro, era o top dos tops para os chilenos, só a nata vinha visitar a cidade e lá estava o humilde fotasteiro tupiniquim sofrendo para pagar 7 mil pesos em um albergue safado, que quando esfriava, os canos do banheiro congelavam, o jeito foi comprar uma garrafa de pisco, que delicia, pãezinhos e presunto e curtir o local como poucos...

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Machu Picchu - Relato Mochileiros (mochileiro Raiz);

AGUAS CALIENTES

"Neste relato o viajante Marcelo Nogal conta sua aventura de 4 dias de trilha para chegar a Machu Picchu fazendo o caminho Inca no Peru!"

CAMINHO INCA


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Atualmente você precisa agendar com vários meses de antecedência sua jornada de 4 dias pelo caminho inca, muitos viajantes que chegam em Cusco fazem a trilha alternativa de 5 dias de Salkantay... E se prepare para desembolsar uma boa quantia de grana, porque não é barato chegar caminhando em Machu Picchu, velhos e bons tempos quando paguei 54 dólares para fazer a trilha construída pelos incas:
No primeiro dia fizemos uma caminhada leve pelos vales que entrecortavam os Andes, esse era o primeiro impacto na relva. Sentia qual era o ritmo do guia, dos outros companheiros de trekking, mastigava as primeiras folhas de coca e oferecia algumas para as montanhas mais altas da região, fazíamos poucas paradas, os robustos porteadores seguiam na frente carregando na corcova imensos sacos com os alimentos e barracas para o nosso acampamento.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Berlim - Relato de Viagem (mochileiro raiz)

BERLIM

"Neste relato o viajante  faz uma reflexão sobre a importância do Muro de Berlim e dá informações turísticas de Berlin numa viagem de Bike pela capital da Alemanha!"

DESTINADO A PERCORRER O MURO


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Quando se viaja pela Europa, cada país tem suas características mais íntimas, que sintetizam muito bem a cultura da nação. As cidades de Frankfurt, Munique, Colônia mostram muito sobre a cultura alemã, mas a cidade de Berlim... É diferente, parece ser um país, um planeta, algo a parte... Tão diferente, que é até complicado de explicar!
            Na cidade de Berlim falta o Vermelho! As construções são alaranjadas, os transportes públicos amarelos, o céu azul, os parques verdes e o “Muro” cinza... Parece loucura o que vou dizer agora, mas o Muro de Berlim ainda está lá! Fisicamente boa parte foi derrubada, mas psicologicamente boa parte ainda está de pé, presente em cada berlinense...
          

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

São Petersburgo - Dicas Mochileiros (mochileiro Raiz)

SÃO PETERSBURGO – Санкт-Петербург 

"Neste relato o viajante fala de suas aventuras em terras russas, da dicas de atrações turísticas como o Museu Hermitage, Igrejas Russas e o rio Neva!"

TERRA DE GIGANTES


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Cheguei empolgado na famosa terra de Dostoievsky, mas também estava um tanto quanto apreensivo, com o que lia sobre a cidade: da violência, das ganges contra os latino americanos...
Então, segui a risca o conselho de alguns amigos que viviam em terras russas: Não andar sozinho em locais afastados com poucas pessoas, principalmente em parques, não andar sozinho ao escurecer pelos subúrbios da cidade, não ficar usando roupas que denunciem sua identidade latina, tipo: Camisa do Brasil! Mais uma vez descobri que quem é malandro em Sampa se vira em qualquer parte do mundo...

terça-feira, 20 de março de 2012

Praga – Dicas Mochileiros (mochileiro Raiz)

PRAGA 

"Nesta relato o viajante fala de sua paixão pela capital da Republica Tcheca, dá dicas de atrações turísticas de Praga como Museu Kafka, ponte Carlos VI e relógio cosmológico!" 

ONDE A EUROPA FICA MAIS BONITA!


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Em uma linda noite de tempestade, carro quebrado, caminhando pela cidade com aquele guarda chuva que não serve pra nada, todo encharcado, vendo a lua minguante, de calça branca indo pro trabalho numa segunda feira... Momento perfeito para filosofar! Tive um deslumbre: Qual a cidade mais incrível da Europa? Ser ou não ser, eis a questão... E confesso, pior que o ônibus jogando a água da poça em minha cara era os papagaios de plantão palpitando: “Paris é a cidade mais charmosa do mundo!” “Barcelona é perfeita, agitada todos os dias!” “Amsterdam é a maior viagem!” “Veneza é a mais romântica!” “Londres é a mais Cult!”, disse: “Vocês todos estão loucos! Praga é onde a Europa fica mais bonita!”